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Conforme disposto no artigo 48 da Lei nº 8.213/91, a aposentadoria por idade será devida ao segurado que, cumprida a carência exigida nesta Lei, completar 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta), se mulher.

Os requisitos para a aposentadoria por idade é a idade avançada, 180 contribuições mensais, o que equivale a 15 anos de contribuição e a qualidade de segurado.

A carência é o tempo de contribuição mínimo exigido pelo INSS para a concessão do benefício previdenciário.

Dentre as espécies de aposentadoria por idade, estão: a) aposentadoria por idade urbana, b) aposentadoria por idade rural c) aposentadoria por idade híbrida d) aposentadoria por idade da pessoa com deficiência e e) aposentadoria por idade compulsória.

Aposentadoria por idade urbana: conforme preceitua o artigo 48 da Lei nº 8.213/91, a aposentadoria por idade será devida ao segurado que, cumprida a carência exigida nesta Lei, completar 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem, e 60 (sessenta), se mulher.

Aposentadoria por idade rural: para os trabalhadores que exercem a atividade rural, (homens= 60 anos) e (mulheres=55 anos). Obs: o trabalhador rural tem direito a redução de 5 (cinco) anos na idade, no entanto deve comprovar a atividade rural, ainda que de forma descontinua, e o período de carência equivalente a 180 contribuições, ou 15 (quinze) anos.

Aposentadoria por idade híbrida: trabalhadores que exercem tanto a atividade rural, quanto urbana, conforme preceitua o artigo 48 da Lei 8.213/91, 65 (sessenta e cinco anos de idade) se homem, e 60 anos (sessenta anos de idade), se mulher.

Aposentadoria por idade para a pessoa com deficiência: segurados que apresentam existência de deficiência (em qualquer grau) por, pelo menos, 15 anos, conforme LC 142/2013, aos 60 (sessenta) anos de idade, se homem, e 55 (cinquenta e cinco) anos de idade, se mulher, independentemente do grau de deficiência, desde que cumprido tempo mínimo de contribuição de 15 (quinze) anos e comprovada a existência de deficiência durante igual período.

Aposentadoria compulsória por idade: Nos termos do artigo 51 da Lei 8.213/91, a aposentadoria por idade compulsória pode ser requerida pela empresa, desde que o segurado empregado tenha cumprido o período de carência e completado 70 anos de idade, se o sexo masculino, ou 65 anos, se do sexo feminino.

Na hipótese de aposentadoria por idade, a perda da qualidade de segurado não considera para a concessão do benefício, desde que o segurado conte, com no mínimo, o tempo de contribuição correspondente ao exigido para efeito de carência.

Quanto ao valor do benefício aposentadoria por idade, observado ao disposto no art. 33 da Lei 8.213/91 consistira numa renda mensal de 70% do salário de benefício, acrescido de 1% deste, por grupo de contribuições, não podendo ultrapassar 100% do salário de benefício. Ressalte-se que o fator previdenciário somente incidira para majoração do benefício, a sua aplicação é facultativa.

Quanto à regra de transição, o marco temporal é extremamente importante a concessão de aposentadoria por idade, pois nem todos os segurados precisam comprovar os 180 meses de contribuições, pois os segurados que completaram a requisito idade antes do ano de 2011, terá a carência diminuída, observe a tabela abaixo e podemos verificar o período de contribuições exigidos em tal período, a saber:

Ano de implementação das condições

Meses de contribuição exigidos
1991 60 meses
1992 60 meses
1993 66 meses
1994 72 meses
1995 78 meses
1996 90 meses
1997 96 meses
1998 102 meses
1999 108 meses
2000 114 meses
2001 120 meses
2002 126 meses
2003 132 meses
2004 138 meses
2005 144 meses
2006 150 meses
2007 156 meses
2008 162 meses
2009 168 meses
2010 174 meses
2011

180 meses

Portanto, é necessário que o segurado conheça os requisitos para a concessão da aposentadoria por idade, bem como as suas espécies, verificar a exigência de idade mínima, bem como o período de carência, assim como as suas peculiaridades, a possibilidade de utilizar o período rural dentre outros assuntos relevantes para a concessão de tal benefício.

 

 

 

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A procura de um imóvel para locação não é uma tarefa das mais fáceis, é necessário que o locatário e locador tenham cuidados imprescindíveis para a realização de um bom negócio, e acima de tudo esta transação deverá ser segura.

A princípio o fim da procura e a escolha do local aparentemente adequado parece o fim do problema, no entanto há cuidados que deverão ser tomados na hora de locar um imóvel que não poderão passar despercebidos.

No entanto a localização, as características do imóvel, valores da locação e valores de impostos, como IPTU, não deixa de serem itens primordiais na locação imobiliária, visitas pessoais ao local, assim como a verificação do estado de conservação do imóvel é algo que certamente faz parte da contratação, porém não são apenas estes itens que deverão ser percebidos na hora que locar um imóvel.

Não há como se falar em locação de imóvel e não atribui-la a formalidade de um contrato, mesmo sabendo que a locação que regida pela Lei 8245/91 em seu artigo 47 preveja que a locação possa ser verbal, é necessário que haja a elaboração de um contrato formal por um profissional adequado, haja vista tal documento poderá prever situações de adversidades e estipular medidas contra elas, como clausulas contratuais específicas, datas, valores, reajustes, entre outros.

O contrato de locação imobiliária efetuado por um profissional adequado levará em conta situações minuciosas como o tempo de permanência no imóvel, o laudo e vistoria do imóvel, condições de estado e conservação, anotando-se o estado ideal do imóvel, até para que o locatário não venha a ter problemas futuros.

Questões como o valor do aluguel, índice de reajuste, multas por atraso e rescisão antecipada na locação imobiliária deverão constar nas cláusulas contratuais, ademais é indispensável que tal contrato tenha o reconhecimento da firma por assinatura tanto do locador quanto do locatário.

Em relação ao índice de reajuste no contrato de locação imobiliária o índice de correção mais utilizado é o IGP-M, que é medido pela Fundação Getúlio Vargas, este índice é anual e a atualização monetária somente deverá ser aplicada quando o índice de atualização for positivo, pois em havendo indicador com índice negativo na data do reajuste, manter-se-á inalterado o valor do aluguel, no entanto, em havendo aumento no valor da locação é necessário que haja o bom senso e o diálogo entre as partes, pois a previsão de reajuste é permitida.

 Alias, a questão do diálogo e bom senso é algo que não poderá ser excluído da relação contratual, pois é necessário que haja um relacionamento bom entre locador e locatário, gerando entre estes uma relação de confiança e respeito.

É necessário que ambas as partes estejam atentas as suas responsabilidades e deveres, e quanto aos deveres do locador (proprietário do imóvel) vejamos: 1) entregar o imóvel em boas condições de uso ao locatário, 2) oferecer recibos de pagamentos, 3) pagar o IPTU, a não ser que este esteja estipulado que será uma obrigação do locatário (inquilino), 4) pagar despesas extraordinárias, gastos com problemas estruturais, entre outras obrigações que pertence ao locador.

Quanto aos deveres do locatário (inquilino) estão: 1) a obrigação de pagar o aluguel em dia, utilizar o imóvel de acordo com o que ficou estipulado no contrato 2) devolver o imóvel do estado que recebeu 3) não fazer qualquer alteração no imóvel sem a autorização do locador (proprietário), entre outras obrigações contratuais.

Portanto, não há como excluir nenhuma das informações acima mencionadas quando o assunto é locação de imóvel residencial, assim como itens relevantes como rescisão contratual, modalidades de garantia, fiança, entre outros assuntos é algo que não poderá ficar de fora do contrato de locação, devendo o locador e locatário ficar atento aos seus direitos e obrigações sob pena se ver prejudicados diante de uma situação futura quando não se há a devida precaução.

 

 

 

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O contrato de seguro dá-se quando uma pessoa (segurador) se obriga por um determinado tempo, perante outra (segurado) e mediante pagamento, a indenizá-la, ou a terceiro, na hipótese de superveniência de fato antes incerto e danoso envolvendo pessoa ou a coisa. Seguro é a repartição de riscos, ou a assunção de riscos de uma pessoa por um terceiro, o contrato de seguro compõe-se dos seguintes elementos: a) segurador b) segurado c) beneficiário d) proponente e) riscos f) coisas ou pessoas sujeitas ao risco.

Tem-se como objeto do contrato de seguro o risco que recai a coisa e não esta em si própria, segurado é a parte perante qual o segurador assume obrigações e o beneficiário é o destinatário da eventual indenização, podendo ser ele próprio ou pessoa indicada pelo segurado.

O contrato de seguro é consensual, bilateral, oneroso, aleatório, não formal e de adesão.

A questão do contrato de seguro ser aleatório se perfaz pelo fato da incerteza  que envolve a  prestação pela companhia seguradora, pois a obrigação de indenizar decorre de um sinistro.

O artigo 760 do Código Civil prevê a forma nominal do contrato de seguro, vejamos:

 “Art.760. A apólice ou o bilhete de seguro serão nominativos, à ordem ou ao portador, e mencionarão os riscos assumidos, o início e o fim de sua validade, o limite da garantia e o prêmio devido, e, quando for o caso, o nome do segurado e o do beneficiário”. 

Ressalta-se que o contrato de seguro é uma das poucas modalidades contratuais de “direito estrito” e que impõe uma interpretação rigorosa, estando protegido pelo Código de defesa do consumidor, em seu artigo 51, IV, “in verbis”

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

IV – estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou seja, incompatíveis com a boa-fé ou a equidade

A apólice do contrato de seguro deverá discriminar a indicação dos riscos, o valor do premio, os prazos contratuais, sob pena do contrato venha ater alguma clausula que poderá levar a sua nulidade. As clausulas contratuais do contrato de seguro devera estar de acordo o art. 104 do código civil, atendendo aos requisitos de validade (agente capaz, objeto lícito e forma prescrita ou não defesa em lei), atribuindo à boa fé da relação contratual.

O código civil, em seu artigo 774 permite a renovação tácita do contrato de seguro, o que quer dizer se o segurado não se manifestar pelo encerramento do contrato, este poderá ser renovado, por igual prazo uma vez, desde que haja previsão contratual.

Existem vários tipos de seguro, os seguros de vida, o seguro de danos, os seguros contra acidentes, seguros contra incêndios, os seguros residenciais, seguros de automóveis, seguros de responsabilidade civil, entre outros, cada um tem a sua peculiaridade.

O principio básico que rege o contrato de seguro e ao código de defesa do consumidor é o principio da boa fé objetiva, pois caso o segurador passe ao segurado informações inexatas, correrá o risco de indenizá-lo, as informações deverão ser passadas ao segurado de maneira clara e o agravamento dos riscos cobertos também.

É importante que o consumidor ao aderir um contrato de seguro consulte informações da seguradora ao Procon de seu Estado, verifique também se o seu corretor de seguros é habilitado ao Susep (Superintendência de seguros privados), analise e discuta com o corretor os tipos de seguros que estão sendo ofertados, verifique as cláusulas de vigência, condições de pagamento, riscos assumidos pelo seguradora, assim se há clausulas que estipulem carência ao contrato de seguro, pois embora seja a clausula de carência licita, há de se considerar a razoabilidade e proporcionalidade de seu período, sob pena de ser considerada nula, de acordo com o artigo 51, inciso IV do Código do consumidor.

Portanto, é necessário que o consumidor leia atentamente antes de assinar o contrato de seguro, leia o contrato de forma minuciosa, atente-se a cada detalhe e não se sinta intimidado de buscar a informação ao seu corretor e sua seguradora, pois sabemos que o objetivo primordial na adesão de tal contrato é trazer ao segurado a segurança e tranquilidade e não aborrecimentos futuros.

 

 

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O artigo 442 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho define o contrato individual de trabalho como acordo efetuado entre as partes que poderá ser feito de forma verbal ou tácita, tratando das relações de emprego, entre empregado e empregador, trazendo expressamente a relação de confiança entre estes, podendo ser este contrato de forma escrita ou expressa, contendo todas as cláusulas quanto a deveres e obrigações de ambas as partes.

A carteira de trabalho é um documento essencial para documentar o contrato de trabalho tanto no âmbito trabalhista, quanto no âmbito previdenciário, devendo ser devolvida ao empregado no prazo máximo de 48 horas.

Quanto a sua definição, o contrato de trabalho poderá ser classificado em contrato por prazo determinado ou contrato por prazo indeterminado, além dos contratos de experiência que tem o objetivo de verificar as habilidades e qualidades profissionais, podendo estes ser prorrogados, dependendo do caso concreto.

O Contrato de trabalho poderá ser suspenso em caso de aposentadoria por invalidez, doença, ou quando o funcionário efetue algum curso e necessita de uma qualificação no qual ficará um período afastado, deixando de prestar serviços ao empregador, devendo ser acordado entre as partes, empregado e empregador.

O contrato de trabalho poderá ser interrompido, no entanto o funcionário continuará recebendo a seu salário, em caso de férias, afastamento por doenças até 15 dias, casamento civil, entre outros.

Poderá o contrato de trabalho ser alterado quando há o conhecimento entre ambas as partes, quando há determinação na legislação ou quando o funcionário é promovido.

E haverá a extinção do contrato de trabalho com a rescisão de contrato que poderá ser feita tanto pelo empregado, quanto pelo empregador.

Quando a dispensa é efetivada pelo empregador e sem justa causa, o trabalhador poderá levantar: o saldo de salário, as férias integrais e proporcionais + 1/3, o aviso prévio, o 13º salário proporcional, a multa de 40% sobre os depósitos do FGTS, a indenização adicional (data-base) quando a dispensa se consumar antes do trintídio anterior,

Quando a dispensa se efetivar com justa causa, faz com que o empregado não tenha direito a qualquer verba rescisória elencada anteriormente, apenas cabendo o saldo de salários e férias vencidas, se tiver adquirido o direito.

No entanto, se o trabalhador pedir demissão, somente terá direito ao saldo de salários, férias integrais e proporcionais + 1/3 e 13º salário.

A reforma trabalhista com a sua flexibilização no contrato de trabalho trouxe a demissão por acordo, podendo empregado e empregador fazer acordo no ato na demissão, neste caso e empregado terá direito a: sacar 80% do FGTS, a indenização dos 20% sobre o saldo de FGTS, 50% do aviso prévio indenizado, demais verbas trabalhistas (saldo de férias, 13º proporcional, etc), no entanto não terá direito ao seguro desemprego.

Cumpre ressaltar que o contrato de trabalho é personalizado, devendo ser redigido de forma adequada e nos termos da lei, contendo informações importantes e claras para o trabalhador, sendo necessário que este leia atentamente todas as cláusulas contratuais.

Todos os contratos, inclusive o contrato de trabalho necessita ter os elementos essenciais para a sua eficácia, os quais levarão em conta os princípios da probidade e boa fé entre as partes, pois os elementos caracterizadores e primordiais do contrato de trabalho e da relação de emprego é a onerosidade, o trabalho remunerado, a contraprestação do serviço e o recebimento do salário.

Portanto, em caso de duvida quanto ao conteúdo do contrato de trabalho, consulte um especialista, pois este observará a elaboração deste documento e verificará se há algum vício ou nulidade, analisará o contrato de trabalho dentro das normas e legislação vigente, de maneira que sejam evitados prejuízos quanto algum erro ou interpretação que prejudicará ao trabalhador de alguma forma.

 

 

 

foto 1A aposentadoria por tempo de contribuição é benefício devido a todos os segurados, que tiver contribuído durante 35, se homem, ou 30, se mulher.

Essas idades serão reduzidas em cinco anos para o professor que comprove, exclusivamente, tempo fictício exercido das funções de magistério na educação infantil e no ensino fundamental ou ensino médio, fazendo jus à aposentadoria após 30 anos de contribuição, se homem, ou 25 anos, se mulher.

A aposentadoria por tempo de contribuição independe de idade mínima, esta era uma previsão que constava na aposentadoria proporcional, que previa a idade mínima de 53 anos, se homem, e 48 anos de idade se mulher, a aposentadoria proporcional foi extinta na Emenda Constitucional nº 20/98.

Para a concessão do benefício aposentadoria por tempo de contribuição com valor integral é necessário que o segurado se enquadre em 2 (dois) requisitos (carência e tempo de contribuição).

Em relação à carência, a aposentadoria por tempo de contribuição pressupõe que o segurado possua uma carência de 180 contribuições, o que equivale a um período de 15 anos, e em relação ao tempo de contribuição, quando o individuo completar 35 anos de contribuição, se homem, e 30 de contribuição, se mulher, ressalta-se que os dois requisitos terão que estar juntos.

Um fator relevante que poucos conhecem, é que aquele que contribui para a previdência social com o plano simplificado MEI (Micro Empreendedor Individual), o segurado facultativo sem renda própria, ex: as donas de casa, terão uma cobertura previdenciária mais restrita, sem direito ao benefício de aposentadoria por tempo de contribuição.

Quanto ao valor do benefício da aposentadoria por tempo de contribuição com valor integral correspondente a 100% do salário de benefício, a incidência do fator previdenciário será obrigatória.

O cálculo do benefício, desde 1999 é feito da seguinte forma: é utilizado como cálculo o período de julho de 1994, data da implementação do plano real até a data da entrada de requerimento de aposentadoria, separando-se 80% dos maiores salários de contribuição, fazendo-se uma média destes maiores salários de contribuição, devidamente corrigidos e atualizados, para se chegar a um salário base (SB), no entanto, apos verificado o índice de salário base, será feita a inclusão do fator previdenciário, para somente posteriormente chegar ao (RMI), que é a Renda Mensal Inicial do benefício previdenciário.

Com a inclusão da Medida provisória 676 que foi convertida na Lei 13.183/2015 o sistema previdenciário trouxe a inovação da regra progressiva 85/95, e o que ela diz: A regra 85/95 nada mais é do que a não inclusão do fator previdenciário, em consequência o segurado terá um cálculo de benefício mais vantajoso, será levado em consideração à idade e o tempo de contribuição, vejamos: Homem: 95 (noventa e cinco pontos), somando idade e tempo de contribuição, e, Mulher: 85 (oitenta e cinco pontos), somando a idade e o tempo de contribuição.

É necessário que o segurado ficar atento às regras de aposentadoria de tempo de contribuição e verificar os requisitos específicos sobre este benefício, assim para que quando chegar a hora de aposentar-se verificar se este benefício adequa ao seu caso concreto, lembrando que, neste ato, se levará em conta, uma série de fatores, como tempo, salário de contribuição, idade, entre outros, portanto é importante que o segurado saiba se está contribuindo corretamente para a concessão deste benefício previdenciário.

 

 

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O Aval é uma garantia pessoal de pagamento do titulo dado por terceiro, típica do direito cambiário, que tem por finalidade reforçar a certeza de pagamento assumida pelo devedor principal, (artigo 30 do Decreto 57.663/1966 e artigo 897 do Código Civil).

O Aval é um instituto autônomo, e prevalece mesmo que exista um vício na obrigação principal, salvo de houver um vício de forma, conforme preceitua o artigo 32 do Decreto 57.663/1966 e artigo 31 da Lei 7.357/1985).

Art . 31 O avalista se obriga da mesma maneira que o avaliado. Subsiste sua obrigação, ainda que nula a por ele garantida, salvo se a nulidade resultar de vício de forma.

O aval tem caráter pessoal, o avalista responde pela totalidade da dívida, exceto quando houver o aval parcial, o avalista poderá ser alcançado em futura execução se não houver o pagamento voluntário.

Não existe benefício de ordem sobre o Aval, ao contrário da fiança, o avalista não é protegido pelo benefício de ordem, onde o credor poderá primeiramente executar os bens do devedor principal e posterior chegar aos fiadores, no Aval não existe este privilégio, pois o avalista se equipara a próprio devedor, podendo o credor executar o avalista na mesma ordem do devedor principal.

Uma das características importantes do avalista é quanto ao grau de responsabilidade pela sua complexidade, pois o avalista responde pela obrigação no mesmo grau de igualdade como o devedor principal, salvo se caracterizado o vicio de forma ou a falta de observâncias ao que diz respeito às regras indispensáveis quanto ao requisito existência, validade e eficácia nos títulos de crédito.

Ademais, é estritamente necessária a “vênia conjugal” para a constituição do aval em qualquer título de crédito, ou seja, é estritamente necessária a participação/autorização do outro cônjuge no estabelecimento do aval, exceto no regime de separação total de bens.

Quanto ao aval parcial é possível a limitação da responsabilidade, devendo se observado a legislação especifica ao que diz respeito titulo de crédito, cheques, letra de câmbio ou nota promissória.

Cumpre ressaltar que existe a possibilidade do avalista se valer de ação de regresso contra o devedor principal para reaver o que pagou, ou seja, quitar o débito principal, mas pleitear o que gastou com o devedor originário da obrigação posteriormente.

É importante que o avalista saiba que a garantia que é dada na constituição do titulo de crédito tem caráter pessoal e é dada em benefício ao devedor, portanto a responsabilidade do avalista tem caráter solidário, ou seja, ele responde com o mesmo nível de pagamento, caso o devedor principal não efetue o pagamento do débito, portanto é extremamente importante que àquele que assume tal compromisso entenda o grau de sua responsabilidade, antes de concordar em ser avalista de qualquer pessoa.

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O uso contínuo da internet tem se intensificado no nosso cotidiano diário, não somente para trabalhar, mas também para adquirimos bens e serviços, e a cada vez mais os consumidores tem aderido a este tipo de compra online, o chamado (e-commerce), as compras realizadas pela internet veio para facilitar a vida das pessoas, pois quem não gosta de conforto e comodidade.

Pois bem, mas antes de clicar no botão de finalizar a compra, é necessário o consumidor tomar alguns cuidados, caso contrário estava exposto a fraudes e uma série de outros problemas.

O comércio eletrônico está regulamentado no Decreto 7.962/13 e na Lei 8.078/90, Código de Defesa do Consumidor, as informações quanto ao produto e serviço deverá ser exposta ao consumidor de forma clara e objetiva, informações quanto à oferta, condições de pagamento, prazo de entrega, disponibilidade do produto ou serviço.

Os sites de vendas coletivas também são responsáveis pelos problemas com produtos ou serviços, respondendo assim pelos seus vícios ou omissão de qualquer informação.

É importante que o consumidor saiba que possui em seu favor o direito de arrependimento pelas compras feitas pela internet, conforme preceitua o artigo 49 do Código de Defesa do consumidor, vejamos:

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.

Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.

O direito de arrependimento prevê que o consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias, sempre que a contratação se efetivar fora do estabelecimento comercial, (internet, telefone ou a domicilio), e os valores eventualmente pagos a qualquer titulo deverá ser ressarcido de imediato, e mesmo que a compra tenha se efetivado através de cartão de crédito, o fornecedor deverá responder imediatamente ao consumidor e informar o banco ou administradora de cartões para não lançar a transação ou estornar os valores lançados.

Antes de efetivar qualquer compra, verifique a idoneidade do site de compra, compare preços, desconfie de preços muito baixos, atente-se quanto ao prazo de entrega, e em havendo atrasos na entrega de produtos, o consumidor poderá exigir: o cumprimento forçado da entrega: outro produto equivalente; ou desistir da compra e o fornecedor deverá restituir o valor integralmente pago, pois havendo a pratica de atraso de entrega de produtos estará caracterizado o descumprimento da oferta, conforme prevê o artigo 35 do Código de Defesa do Consumidor.

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:

– exigir o cumprimento forçado da obrigação, nos termos da oferta, apresentação ou publicidade;

II – aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;

III – rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

 Em relação à segurança do site, é necessário que o consumidor verifique no site da empresa os selos como “internet segura” ou “site seguro”, observando o navegador da internet que exibe um cadeado na parte inferior na barra de tarefas do seu computador.

Sempre pesquise sobre a qualidade e reputação da loja, evite compras de empresas e sites que contenham algum problema relacionado à justiça, assim como “empresa com recuperação judicial”, pois você poderá correr um serio risco de pagar pelo produto e não receber.

Também não custa investigar o nome da empresa no site do Procon e órgãos de proteção do consumidor de seu Estado, também não compre pelo impulso, e nunca efetue compras por link compartilhado em aplicativos de internet como whatsApp ou e-mail, e dê preferência a sites que oferecem diversidades de comunicação com o cliente, como suporte ao cliente, chat online, esclarecimento de duvidas, informações claras quanto ao produto ou serviço.

Importante ressaltar que quando efetuamos uma compra pela internet estamos disponibilizando ao site de compras o acesso de informações pessoais relevantes não podemos esquecer que estamos expostos a uma serie de vírus e programas fraudulentos, portanto é necessário que o computador utilizado esteja protegido por antivirus, devendo o consumidor evitar acessar sites de compras e inserir informações pessoais em computadores de uso público e continuo, assim como as chamadas lan houses, ou caso contrato a felicidade de compra pela aquisição de um novo produto se transformará numa terrível dor de cabeça.